Mês: julho 2014

O espírito nômade do Amok

Atrás de uma fachada charmosa, um país inteiro vive. Rodeado por paredes de tijolos e sob um pé direito que nos permitiria empilhar as memórias de uma vida, lá está o Amok, e não está em vão. Companhia teatral carioca temperada pelo sotaque francês de Stephane Brodt e pela doçura de Ana Teixeira, os diretores, o Amok segue a lógica típica de um teatro de grupo genuíno: regida por valores bem diferentes de um teatro puramente comercial. Aqui, sobre o piso de madeira, ao lado de uma icônica cortina vermelha, os valores de mercado só existem enquanto objetos de estudo. “O quê precisa ser dito” é a premissa que dá início a cada um dos seus trabalhos. O primeiro espetáculo estreou em 1998, mas só em 2003 sua casa foi inaugurada. A Casa do Amok foi comprada com o dinheiro recebido num prêmio do Governo do Estado do Rio de Janeiro pelo espetáculo “Carrasco”. Ana conta como foi ganhar algo assim numa época em que políticas de cultura não passavam de possibilidades: Anúncios

Meu papel de passarinho

Meu papel no mundo é dobrado em origami Muda de formato de acordo com a situação Cada dobradura deixa vincos, cada vinco conta parte de uma história De todas as formas que assumiu até agora, minha preferida é a de passarinho Barquinhos, sem água nem vento, são imóveis Aviõezinhos caem sempre de bico no chão E soltar balão é crime