Filme, Resenhas
Comentários 6

Um filme de pouca mobília e muito significado

“Cão sem dono” (Brasil, 2007) é a versão cinematográfica de “Até o dia em que o cão morreu”, primeiro romance de Daniel Galera.  Fruto da primeira parceria dos diretores Beto Brant e Renato Ciasca com o escritor e roteirista Marçal Aquino, o longa-metragem cumpre muito bem seu papel de adaptação. Por ser fiel à questão central do livro, é capaz de gerar os mesmos sentimentos e inquietudes que o romance.

Nas mãos do trio Brant-Ciasca-Aquino, o personagem de Galera ganha rosto e nome: Ele é Ciro (Júlio Andrade), um tradutor desempregado que vive uma vida patética entre o bar e seu apartamento de pouca mobília. Durante um desses trajetos, um cachorro entra em sua vida e ele, doador de liberdade, deixa-o ficar.

Assim como o apartamento de Ciro, o filme possui poucos adornos, praticamente nenhum. Nele, de supérfluo, talvez somente o tempo que passa, a vida que corre lá fora, no mundo, atrás da porta. E Ciro só sairia pela porta atrás de bebida, não fosse pela bela Marcela (Tainá Müller), uma jovem que deposita todos os sonhos no futuro.

Os atores estão ótimos, com atuações bem condizentes com o realismo do filme. A linguagem árida do longa, perfeita para a história crítica que conta, retrata a falta de motivação, a extrema apatia e o eterno não-acontecer na vida do protagonista. E ao abordar o particular em seu aspecto mais íntimo possível, o filme, assim como o livro, nos aflige, nos atinge de forma pungente.

+ Clique aqui e leia a resenha do livro “Até o dia em que o cão morreu”
+ Os diretores e o roteirista desse filme já fizeram outras parcerias! Clique aqui e leia a resenha de “Eu receberia as piores notícias dos seus lindos lábios”

6 comentários

  1. Oi, Flor! Tudo bom?
    Acredita que nunca ouvi falar no filme ou no livro? Ultimamente meu gosto pelos filmes brasileiros tem melhorado, antes eu tinha um certo preconceito porque não gostava de nenhum, mas ai acho que precisamos amadurecer para poder assistir e depois ter uma opinião, e não ao contrário.
    Já fiquei toda feliz quando o cachorro apareceu, acredito de coração de que eles podem mudar nossa vida e dar aquela dose de amor que tanto precisamos em nosso dias.
    Já tive o sentimento de que a vida da personagem está por mudar, encontrar o amor, e um grande amigo. Estarei colocando o filme na minha lista e mais pra frente indo atrás do livro também, é preciso ter um pouco dos dois certo?

    Beijinhos,
    http://www.percepcoes.blog.br/

    Curtir

  2. Oi Mona, tudo bem?

    Não sou assim tao viciada em cinema. Só assisto filmes no cinema e, mesmo assim, quando quero muito =P. To mais para os blockbusters ou as adaptações literárias =P Adoro as suas resenhas de filme, mas esse não é pra mim =P

    Curtir

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s