Mês: janeiro 2015

De palito a Da Vinci: #DesafioBettyEdwards

Obs.: Antes de tudo, gostaria de ressaltar que este título tem o único objetivo de chamar sua atenção. Ao final do desafio eu certamente não desenharei como o Da Vinci. Ainda. Nem você, sinto lhe dizer – mas já será bom o suficiente para impressionar os amigos, sem dúvida. Agora vamos às apresentações:   O boneco palito é amigo íntimo de todos nós, Da Vinci também, praticamente. E Betty Edwards é figura conhecida especialmente no meio artístico por causa de seu livro. “Desenhando com o lado direito do cérebro” foi publicado pela primeira vez em 1979, e sua premissa é cativante: Qualquer pessoa pode desenhar. Anúncios

Breve interseção entre carneiros e castanholas

“Dezenas de milhares de carneiros. O ruído dos seus dentes achatados, batendo uns contra outros como castanholas, repercutia sobre a terra.” (Pág. 248) Eis a especialidade de Haruki Murakami, inserir imagens-chiclete no pensamento alheio. Recurso perfeito para um livro que abrange a obsessão: Criar pensamentos recorrentes, quase obsessivos, na mente do leitor. “Caçando Carneiros” é assim, um thriller literário onde contar ovinos não produz o efeito clichê; pelo contrário, tira o sono de quem conta.

O plano não cobre

Este texto é uma resposta ao texto preconceituoso de Silvia Pilz, “O plano cobre”. Clique aqui e saiba do que eu estou falando. Todo pobre de espírito tem problema de pressão. Seja real ou imaginário. É uma coisa impressionante. Às vezes sua vitamina vem com pouca pera para muito leite, é uma chateação. E quando as pessoas “não entendem” o que quiseram dizer, então, que chato. Acontece que o pobre de espírito – normalmente – justifica sua falta de educação e consideração com o próximo alegando que “diz o que pensa”. Fazem isto para “causar”, porque desesperadamente precisam de atenção. Portanto, quando alguém discorda de sua opinião, o pobre de espírito – geralmente arrogante – esperneia: “ninguém entendeu meu humor cáustico, assim perde a graça!”. Pobres de espírito podem ser ofensivos com a desculpa de estarem fazendo uma piada, mas qualquer direito de resposta é encarado como linchamento. Aliás, o pior de tudo é quando o pobre de espírito se acha com dotes para o humor. Acrescente-se a este equívoco um espaço de visibilidade em um veículo de comunicação, e o …

Foto: João Miguel Junior

Bruna Linzmeyer: “Há algo de inexplicável em ser ator”

Em janeiro de 2014, eu trabalhava na TV Globo. A principal novela da emissora na época era “Amor à Vida”, a mesma que destacou Tatá Werneck como Valdirene (ou Valdelícia) e Mateus Solano como Félix. Em um dos núcleos secundários, estava Bruna Linzmeyer. Antes de pintar os cabelos de rosa e protagonizar o remake de “Meu Pedacinho de Chão”, a atriz viveu a personagem autista Linda. E apesar de todas as polêmicas surgidas quanto à dramaturgia em si, uma coisa é inegável: o trabalho de Bruna foi impecável.  Curiosamente, só pude percebê-lo quando o vi ao vivo. Era a primeira vez que eu presenciava a atriz como Linda, e acredite, não há nada como ver uma atuação ao vivo. É como se, ao chegar à TV, com todos os cortes de câmera direcionando o olhar do espectador, a atuação perdesse força. Meu papel ali dentro era entrar como sombra, fotografar a cena e sair sem que ninguém me visse. Mas eu não consegui, fui arrebatada, sentei-me no chão e fiquei para assistir. E depois de tudo terminado, eu precisava de alguma forma …