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Whiplash: filme que sobe ladeira

“Whiplash” (EUA, 2014) é um filme cheio de fôlego, ritmo e compasso, com sangue de verdade e costelas quebradas, inspirado pela experiencia pessoal de Damien Chazelle, o próprio diretor/roteirista. Além de muitas outras coisas, é primordialmente um filme sobre a complexidade do caminho que leva ao sucesso.

Criado sob o estigma do artista, por uma família que desvaloriza arte e cultura, Andrew (Miles Teller) é um jovem baterista solitário. Sua jornada pelo reconhecimento tem lugar no Conservatório Shaffer, a melhor escola de música dos Estados Unidos. Já em seu primeiro ano como aluno, ele consegue a atenção do temido e reverenciado maestro do jazz Terence Fletcher (JK Simmons), e então o filme começa.

Conduzido pelas duas performances impecáveis do protagonista e coadjuvante (que inclusive rendeu o Oscar ao segundo), a trama se desenvolve em ritmo crescente, como uma ladeira contínua e perfeita que desemboca num abismo: Ao final, tudo o que nos resta é um estado suspenso, um momento de recuperação pela sequência eletrizante que acabamos de ver na tela.

No Brasil, o título do filme ganhou um complemento: “Em Busca da Perfeição”. Eis o grande assunto do filme, e nesse quesito a linguagem e método utilizados pelo diretor encaixam perfeitamente. Em uma obra que discorre sobre os limites humanos, Chazelle empurrou os atores para além do seu limite: Em cenas mais críticas, mesmo depois de ter conseguido o take, ele simplesmente não dizia “corta!” para pausar a filmagem. Ou seja, todo o empenho, exaustão e inclusive sangue que você vê na tela: é tudo real. Obviamente com um ajuste ou outro, para deixar a coisa mais dramática.

A própria história por trás do longa é emblemática. Em sua primeira tentativa, Chazelle não conseguiu financiamento para o filme, então adaptou-o para um curta-metragem e o inscreveu no Sundance Film Festival 2013. O curta ganhou o prêmio do júri, chamou a atenção e Chazelle conseguiu o dinheiro que precisava para o seu longa.

Em outras palavras, “Whiplash” é um filme onde nada sobra, onde tudo é essencial (desde personagens até cenas e diálogos). É daquele tipo que prende, que te faz esquecer da pipoca, é de baixar trilha sonora depois.

E você, já viu “Whiplash”? Conte pra gente o que achou aqui nos comentários! 
Assista ao trailer abaixo:

Este post foi publicado em: Filme, Resenhas

por

Espécime da safra de 89. Recentemente descobriu que não consegue escolher uma coisa só, então alterna a vida profissional entre as funções de jornalista e fotógrafa. Criou o projeto fotográfico "Uma Pessoa Por Dia", onde consegue mesclar as duas coisas.

34 comentários

  1. Olá, não conhecia este filme, mas nossa parece ser muito foda até porque amo filmes com sangue kkk. Com certeza irei procurar para assistir, até porque parece ser um filme imperdível.
    Beijos, sucesso.

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  2. Nunca tinha lido essa expressão whiplash rsrs
    Faz tanto tempo que não assisto a um filme… Vejo pedaços quando meus irmãos assistem, mas inteiro, faz meses. Mas não sei se assistiria esse, não me atraiu nem um pouco.
    Beijos

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  3. Oi, tudo bem?
    Eu tenho que confessar que não gosto muito de ver filmes e Whiplash não é do gênero que costuma chamar a minha atenção, sabe? Mas gostei bastante da sua resenha, o filme realmente parece ser bom, vou indicar para a minha mãe que adora ver filmes, mas eu deixo passar a dica para mim :c

    Beijos :*
    Larissa – http://srtabookaholic.blogspot.com

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