Mês: julho 2015

Vamos falar sobre mitologia?

Percy Jackson já não te satisfaz? Quer conhecer todos os quiprocós, borogodós e babados do Olimpo? Aliás, não só do Olimpo, mas também de diversos outros lugares? Então essa resenha é pra você! Dê o play no vídeo e venha conhecer dois livros muito bons, lançados recentemente pelo Grupo Editorial Record: Aparecem neste vídeo: Título: “Tudo o que precisamos saber, mas nunca aprendemos, sobre mitologia” Autor: Kenneth C. Davis Editora: Difel Páginas: 728 Sinopse: Um livro para aprendizes de mitologia, entusiastas do assunto ou qualquer pessoa que goste de uma boa narrativa. De onde viemos? Por que as estrelas brilham e as estações do ano mudam? O que é o mal? Desde o princípio dos tempos, a humanidade vem respondendo a essas perguntas com histórias criativas, que já foram utilizadas pela religião, ciência, filosofia e literatura popular. Neste volume, Davis introduz e explica os grandes mitos mundiais, bem como as obras de literatura que os tornaram famosos, abordando, entre outros, o mesopotâmico Gilgamesh, o primeiro herói da mitologia; Aquiles e a Guerra de Troia; Stonehenge e …

Até mais, expectativa! Foi bom te conhecer

Quando terminei “Silo”, o primeiro livro da trilogia super aclamada de Hugh Howey, tratei logo de comprar “Ordem”, o segundo, sabendo que ainda teria que lidar com a ansiedade da espera pelo terceiro livro, que ainda não foi lançado no Brasil. Mas a verdade é que, ao contrário da opinião da maioria dos leitores, “Ordem” foi como um balde de água fria pra mim: Além de não ser tão bom quanto o primeiro, suas “revelações bombásticas” são bem previsíveis. Resumindo, agora estou aqui de boa, vivendo minha vida enquanto o próximo livro não vem, com expectativa morna. Para quem foi pego de surpresa nisso tudo, “Silo” é uma ficção científica que se passa num mundo distópico. Tudo deu errado, o mundo está completamente poluído por toxinas (serão mesmo toxinas, caro Watson?) e os sobreviventes vivem dentro de silos subterrâneos, completamente isolados do exterior. Aliás, não completamente. Ainda lhes resta duas últimas formas de contato: Uma é o telão, que transmite a paisagem desoladora captada por quatro câmeras posicionadas no topo, e outra é uma viagem sem volta para …

Super Sorteio de Aniversário!

O que a gente faz quando alguma coisa faz aniversário? A gente comemora! 😀 Celebrando o primeiro aniversário do blog, eis um acontecimento duplo: Som de tambores, senhoras e senhores, apresento-lhes o Canal Literasutra! Agora oficialmente inaugurado com um vídeo bem especial, porque não basta inaugurar canal, tem que ter super promoção, não é mesmo? SIM! O prêmio principal é meu livro queridinho do momento, “O Sol é Para Todos”, de Harper Lee, mas tem mais MUITAS outras coisas! Então dê o play no vídeo abaixo e saiba como participar: Participe do sorteio: http://bit.ly/Literasutra-1ano Resenha de “O Sol é Para Todos”: http://bit.ly/resenhaSOL BOA SORTE!

Vídeo conta como Charlie Brown e Snoopy se conheceram!

“Um garoto sem um cachorro é como um dia sem sol”, diz Charlie Brown para o seu melhor amigo humano, Lino. Quem nunca ouviu falar de “Peanuts”, os quadrinhos de Charles M. Schulz, que atualiza-se já. Publicada em jornais por 50 anos e traduzida para 40 idiomas, a obra chegou a ganhar o formato de série em desenho animado e seu primeiro longa-metragem está previsto para estrear em 2016. Foi em um dos episódios da série, aliás, que o público testemunhou o  primeiro encontro da dupla inseparável: “A Reunião de Família” foi ao ar pela primeira vez em 1991, e conta como Charlie Brown e Snoopy se conheceram: Ok, à primeira vista o encontro pode não parecer muito louvável, já que Charlie Brown comprou seu cachorro em vez de adotar. Mas a má impressão logo passa: Note como o vendedor aceita as poucas moedinhas de Charlie Brown, e como o garoto demonstra amar Snoopy incondicionalmente quando o amigo diz que ele é um “cachorro usado”. Sem falar da personalidade do Snoopy, que já fica evidente em seus …

Umberto Eco e seu manual do mau jornalismo

Certo dia sua torneira simplesmente deixa de funcionar, e é sua vizinha quem descobre o mistério: o registro estava fechado. Uma solução simples para uma questão simples, mas que acaba gerando um problema bem maior. Afinal, você mora sozinho e até então sequer sabia onde o tal registro ficava. Ou seja, alguém entrou em seu apartamento durante a noite, enquanto você dormia, e não fez nada mais que fechar o registro. Mas que motivação mais inusitada para um invasor, meu caro Watson! Pois é. E nosso personagem, que definitivamente não tem dons para a espionagem, de repente se vê envolvido num mistério desses. Mas “Número Zero”, o mais novo romance de Umberto Eco (mesmo autor de “O Nome da Rosa” e mais um tanto de livros importantes), não é uma história de suspense ou espionagem, embora tenha lá suas doses de ambos. Ele é, antes de tudo, um grande manual do mau jornalismo. Muito divertido e pertinente, aposto que entrará na bibliografia complementar de muitos cursos de comunicação social. “Os perdedores, assim como os autodidatas, sempre têm conhecimentos mais vastos …

Te guardar em potinho (mesmo que não caiba)

Eu tenho, sabe, uma vontade de registrar todos os nossos momentos. Gravar, fotografar, guardar em um potinho de vidro com tampa de cortiça. Comprar um caderno, fazer de scrapbook, juntar em cada página referências que me façam reviver cada momento. Olhares, músicas, cores, texturas. Nós temos alguns momentos gravados, você sabe. E como é bom voltar a eles de tempo em tempo. Essa relação meio masoquista de matar e aumentar a saudade simultaneamente. E eu gosto tanto de você, que às vezes sinto saudades mesmo quando estou do seu lado. Acho que ainda não inventaram beijo, abraço, sei lá mais o que suficiente pro que sinto. Olhares, eles são suficientes. Mas um olhar não se guarda, não o olhar de fato. O que fica é essência, aquele aperto quente no peito. Eu sou sempre tão gelada, fisicamente gelada, que me surpreendo como você é capaz de me aquecer em poucos segundos. É isso, o que fica é essência. Amor é essência em potinho de vidro com tampa de cortiça.

Sorteio + resenha: livro “Cidades de Papel”

“Uma Margo para cada um de nós. E todas elas eram mais espelho do que janela” As primeiras páginas de “Cidades de Papel” já são suficientes para criar empatia máxima. Eis aqui um livro capaz de atrair novo leitores jovens, de despertar o gosto pela leitura – pontos para John Green! Com uma narrativa bem cativante, daquele tipo bem gostoso de ler, somos transportados para o universo de Quentin, um jovem que se situa bem no meio daquele velho clichê adolescente: o último ano de escola e a tensão pré-faculdade. Se dependesse do garoto, aliás, este seria somente mais um livro sobre bullying e tudo o mais. É aí que entra Margo, com toda a sua imprevisibilidade e personalidade forte, pronta para agitar as coisas ao redor. “Margo sempre adorou um mistério. E, com tudo o que aconteceu depois, nunca consegui deixar de pensar que ela talvez gostasse tanto de mistérios que acabou por se tornar um”. Apaixonado por Margo desde a infância, Quentin narra a história de quando a amiga, considerada por todos como péssima influência …

Para se apaixonar por clássicos

Não lembro quando nem onde, mas sei que li um artigo que falava sobre a rejeição dos jovens em relação aos clássicos. O texto dizia que essa falta de interesse se deve à ideia que a palavra “clássico” geralmente tem: uma coisa chata, empoeirada, ultrapassada. Em seguida, listava alguns livros que provam exatamente o contrário, e este livro era um deles. “As Aventuras de Huckleberry Finn” é considerado a obra-prima do escritor norte-americano Mark Twain. E não é por menos: Há muito tempo eu não me divertia tanto lendo um livro! Isto porque Huck e Jim são tão maravilhosamente bem construídos, com suas singularidades e complexidades, que você para e se pergunta como é possível serem somente personagens de literatura. Mark Twain é tão mestre, que criou Huck e Jim com dimensões de pessoas reais. Mas quem são eles, afinal? Eis um pouquinho da história, sem nenhum spoiler: Órfão de mãe, apenas duas opções restam para o menino Huck Finn, e nenhuma delas o agrada: Ficar sob os cuidados de duas mulheres beatas e extremamente conservadoras ou submeter-se aos descuidados do …