Mês: janeiro 2016

O princípio do vício por Arthur C. Clarke

Século 22. O Projeto Spaceguard monitora todos os asteroides do nosso sistema solar, de forma que a humanidade (espalhada por diversos planetas e luas) possa dormir em paz em suas respectivas noites. Até que algo inesperado acontece: Os computadores do Spaceguard captam o sinal de um objeto completamente diferente de todos os já catalogados. Sua velocidade é impressionante, sua órbita não respeita o usual formato de elipse. Será uma nave alienígena? Anúncios

Tim Maia me faz lembrar que te amo

Ouvir música romântica me deixa com tanta saudade que eu fico triste. É algo a ver com a voz grossa ou talvez seja a informalidade do Tim Maia cantando “Baby, Baby I love you”, não sei. Mas eu lembro que eu te amo, porque a gente esquece que ama às vezes, os afazeres do dia, os horários, a vida inconstante de profissão indefinida. Eu lembro que te amo, e meu amor se mistura assim com a idealização do amor… E cenas patéticas do cotidiano, essas que são sempre tão magníficas quando estou contigo, começam a passar efusivamente pela minha imaginação. Como comer picles assistindo a qualquer filme na Netflix, aqueles dez minutos iniciais antes de eu cair no sono e te deixar sozinho, mas com a cabeça repousada no seu peito. “Baby, Baby I love you”, eu lembro que te amo e nossa!, como fico triste. Porque é impossível ser assim tão feliz, entende? E quando atinge o ápice, essa felicidade máxima idealizada, a roda dá a volta e chega na tristeza da saudade. “Baby, Baby …

Um mundo sem Sherlock Holmes

Se eu tivesse que descrever o livro em uma palavra, esta palavra seria “reviravolta”. O que não é nada de novo em se tratando de um livro policial. Mas é que a reviravolta ultrapassou a metalinguagem e veio até mim, que começou a ler “Moriarty” achando o livro bobo e que com certeza já tinha lido inúmeros livros de mistérios melhores. Só que a história realmente me surpreendeu e acabou sendo diferente e muito boa. Não estou comparando o autor com os mestres do gênero, mas não fica tão aquém. Então, Sherlock Holmes morreu e agora o que acontece? Criminosos esbanjam confiança na ausência do inspetor, a polícia não sabe nem por onde começar e outros investigadores passam a se dividir em dois grupos: os que acham a morte de Holmes uma chance para brilhar e aqueles que pensam na perda total; da pessoa que ele era e de suas visões brilhantes sobre um fato. A história em si é muito palpável, o personagem que nos conta os acontecimentos, Chase, muitas vezes não percebe uma …

A veracidade típica do que é bem escrito

“Antes que Seque” já começa a contar histórias desde a capa: Esse diálogo entre título e imagem (um útero esculpido com flores) que captura o olhar e faz a imaginação entrar em cena. Estreia de Marta Barcellos, vencedora do Prêmio SESC de Literatura 2015 na categoria contos, o livro reúne histórias de mulheres com um ponto de partida em comum: a maternidade e tudo o que a cerca. Histórias que, mesmo que fictícias, carregam aquela carga de veracidade típica do que é bem escrito.

Desafio premiará leitores com Kindle

A sua rinite já não te larga mais? Seu ombro dói só de pensar em carregar aquele “Os Miseráveis” pesado na bolsa? Sua mente sofre quando o livro acaba e você ainda tem 2 horas de engarrafamento pra enfrentar? Seus problemas acabaram! O Literasutra, em parceria com Os Nós da Rede (e mais uma equipe imbatível de blogs literários), está promovendo uma maratona irresistível: O Desafio Literário Premiado Obverso Books. Esta é a sua chance de concorrer a um Kindle e mais 12 livros sensacionais! Saiba como participar abaixo:

Se Godot fosse a Primavera e não pudéssemos esperar sentados

Em sua brancura que machuca os olhos, em sua fofura que gela os ossos, o inverno é implacável. Para a família Bandini especialmente: O casal Svevo e Maria e os rebentos Arturo, Federico e August (em ordem de nascimento). Para eles o inverno é obstáculo. As roupas não são suficientes; o cimento congela e atrapalha o andamento da obra; não há treinos no campo de beisebol coberto de neve. O inverno é estação a ser suportada, relevada, sobrevivida. Portanto, “Espere a Primavera, Bandini”, e tudo poderá se acertar.

A distopia da vida real

Em um microcosmo cíclico e imutável, um grupo de jovens e adolescentes tenta a sobrevivência. Vestidos em uniformes que os iguala a ponto de os transformar quase na mesma pessoa, eles trabalham dia após dia com um único objetivo: seguir o Padrão. O Padrão tem regras claras, diretas e o mais importante de tudo para o sistema: imutáveis. Parece ficção científica, mas é a estreia de Henrique Rodrigues no mundo dos romances. “O Próximo da Fila” é um retrato da grande distopia que é a vida real: “Eu sou gado, todo mundo aqui é gado, essa é minha vida. Eu sou cem por cento carne bovina.” Com contornos autobiográficos, o livro conta a história de um adolescente que, após a morte do pai, recorre a um emprego numa rede de fast-food para ajudar na renda da família. Sua narrativa cativante, onde o humor é bem dosado e a linguagem é fluida, faz da obra uma leitura rápida e prazerosa, mas não somente isso: O livro traz aqueles personagens sobre os quais normalmente não se fala; pessoas geralmente invisíveis na …