Experimentos, Literatura
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Tim Maia me faz lembrar que te amo

Ouvir música romântica me deixa com tanta saudade que eu fico triste. É algo a ver com a voz grossa ou talvez seja a informalidade do Tim Maia cantando “Baby, Baby I love you”, não sei. Mas eu lembro que eu te amo, porque a gente esquece que ama às vezes, os afazeres do dia, os horários, a vida inconstante de profissão indefinida.

Eu lembro que te amo, e meu amor se mistura assim com a idealização do amor… E cenas patéticas do cotidiano, essas que são sempre tão magníficas quando estou contigo, começam a passar efusivamente pela minha imaginação. Como comer picles assistindo a qualquer filme na Netflix, aqueles dez minutos iniciais antes de eu cair no sono e te deixar sozinho, mas com a cabeça repousada no seu peito.

“Baby, Baby I love you”, eu lembro que te amo e nossa!, como fico triste. Porque é impossível ser assim tão feliz, entende? E quando atinge o ápice, essa felicidade máxima idealizada, a roda dá a volta e chega na tristeza da saudade.

“Baby, Baby I love you”, e você está tão longe… Mas já em contagem regressiva pra corrigir essa distância.

*Ilustração: Esra Roise

Este post foi publicado em: Experimentos, Literatura

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Espécime da safra de 89. Recentemente descobriu que não consegue escolher uma coisa só, então alterna a vida profissional entre as funções de jornalista e fotógrafa. Criou o projeto fotográfico "Uma Pessoa Por Dia", onde consegue mesclar as duas coisas.

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