Mês: fevereiro 2016

Quando a vulnerabilidade coexiste com a perspicácia

Obras que ofereçam uma experiência infantil no texto, uma perspectiva da criança sobre o mundo adulto, são extremamente raras. Tanto em oferta quanto em êxito. Como leitora, roteirista e ex-livreira, estou em permanente caça a livros que transitem por esse universo, de modo que devo admitir que foi um deslize meu não ter ouvido falar de “Quarto”, de Emma Donoghue, até os primeiros sinais de que sua adaptação para o cinema apontava para indicações aos Oscar. Logo que li a storyline numa matéria sobre os filmes mais aguardados da temporada, fui atrás de mais informações sobre a história de “Quarto” e comprei a versão digital do livro, por conta de falta de estoque impresso em diversas livrarias. Não tinha nenhuma expectativa particular, meu interesse foi conhecer a versão original para poder, então, assistir ao filme, que será lançado no Brasil no próximo dia 18/02. Mas logo nas primeiras páginas entendi que estava entrando numa experiência forte, dura, e profundamente comovente em si mesma. Um livro doído de se ler, difícil de parar, e, principalmente, de …

Uma vaca em jornada rumo à Índia

“Holy Cow: Uma Fábula Animal”, a princípio, tem tudo o que precisa para ser um bom livro. Uma premissa promissora, um início empolgante e uma protagonista muito divertida e com voz própria. Mas concisão é uma arte, e David Duchovny definitivamente não a domina. O autor, mais conhecido pelo seu papel em Arquivo X, tinha dois caminhos a tomar: simplificar sua ideia para um conto muito bom, ou desenvolvê-la em uma história maior. Ele escolheu a segunda opção e acabou ficando perdido.

Como trocar livros no Skoob?

Ei, psiu! Você está vendo essa foto aí de cima? Sim, obviamente sou eu estourando um plástico bolha. Mas o assunto não é esse, mas aquela pilha de livros ali atrás: 81 livros que eu não quero mais. Já imaginou? É perfeitamente possível, e pretendo trocar a maioria pelo Skoob. E é justamente isso que eu vou ensinar pra você nesse vídeo! ❤ Inscreva-se no canal e assista a mais vídeos como esse!

Laranjas mecânicas não dão suco

A garrafa de leite, a maquiagem marcante, o vocabulário esquisito. É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar em “Laranja Mecânica”, mesmo que superficialmente. Publicado pela primeira vez em 1962 pelo britânico Anthony Burgess e adaptado para o cinema em 1971 pelas lentes de Stanley Kubrick, tanto livro quanto filme são clássicos. Mas não se intimide por isso! A história é sensacional e você merece conhecê-la. “Mas eu não conseguia deixar de me sentir um pouquinho decepcionado com as coisas do jeito que eram naquela época. Nada contra o que lutar de verdade. Tudo era fácil como tirar doce de criança. Mas a noite ainda era mesmo uma criança.” (Pág. 55)

Toda a “peculiaridade” que um orfanato pode ter

A vida costuma perder certa carga de fantasia na medida em que crescemos; aquele desencanto da pré-adolescência. Mas e se você descobrisse subitamente que boa parcela disso tudo é realidade? Aos 16 anos, após uma tragédia na família, Jacob vai reconstituir os passos do avô como uma forma de se reencontrar – mas acaba encontrando muito mais do que a si próprio. Numa ilha remota no País de Gales ele descobre as ruínas do “Orfanato da Srta. Peregrine para Crianças Peculiares”. E é exatamente aí – para a nossa alegria – que toda a carga fantástica de sua infância retorna como avalanche.