Mês: junho 2016

A história hipnotizante de um menino africano

Existem livros infantis e existem livros infantilizados. A diferença entre um e outro é simples: os do segundo tipo subestimam as crianças. “Yakuba”, de Thierry Dedieu, está bem longe de se enquadrar no segundo tipo. Sua história simples e direta de desfecho significativo ajuda a estimular o processo cognitivo do jovem leitor. Se destaca do início ao fim. Anúncios

Romance YA mascarado de terror

Não é à toa que “Anna Vestida de Sangue” lembre tanto aquelas lendas que, passadas de geração em geração, assombram crianças e adolescentes. A mulher do espelho do banheiro, o menino do compasso… Lembra deles? O livro de Kendare Blake é voltado para o público jovem adulto, o mesmo que adora provar a própria coragem desafiando essas lendas urbanas. O problema é que, contrariando o desejo de aventura e medo que motiva leitores do gênero, o livro subestima e deixa muito a desejar.

Os poderes de bruxaria de Terry Pratchett

Há fortes indícios de que Terry Pratchett foi um bruxo — ou no mínimo um ótimo montador de quebra-cabeças. Usemos como exemplo o Discworld: um mundo plano, em formato de disco, sustentado por quatro elefantes que se apoiam no casco de uma tartaruga que nada pelo universo. Se você colocasse todos os elementos das histórias de fantasia num potinho e sacudisse bastante, você poderia até conseguir algo parecido com isto. Mas a originalidade e habilidade narrativa de Pratchett é imensa e justifica o fato de ser um dos autores mais lidos da Inglaterra.

Conheça: “O Menino que Desenhava Monstros”

Histórias sanguinárias, para mim, não são necessariamente histórias de terror. Podem até gerar certa dose de repulsa, podem impressionar num primeiro momento, mas o que realmente assombra aquelas minhas madrugadas em que acordo com sede e preciso correr até a cozinha é o sobrenatural. “O Menino que Desenhava Monstros”, de Keith Donohue, é exatamente este tipo de história, e é por isso que eu desejo profundamente lê-lo. ❤ O livro acaba de ser publicado pela editora DarkSide e em breve ganhará uma adaptação para os cinemas pelas lentes de James Wan, o diretor de Jogos Mortais e Invocação do Mal. Saiba mais sobre a história no release abaixo!

O poder das preliminares

“Os Invernos da Ilha”, romance de estreia de Rodrigo Duarte Garcia, é um livro de aventura com direito a tesouro de pirata e duelo de sabre, mas sobretudo sobre aquela busca incessante e interminável pelo sentido da vida. Sua excelente narrativa, conduzida por personagens muito bem desenvolvidos, faz o autor ultrapassar a classificação de apenas “promissor”; Rodrigo merece ser lido.

A história que não aprendemos em lugar nenhum

Nem todo mundo que realmente tem o que contar aos 22 anos a ponto de escrever sua autobiografia. Mas Yeonmi Park contraria muitas ideias; por exemplo, o que entendemos pelo termo “desertora”. Normalmente tido como um adjetivo para gente covarde, Yeonmi prova que, na verdade, é preciso ter muita força e coragem para merecê-lo. Isso e muito mais ela conta em “Para Poder Viver”, que narra em detalhes como ela e sua família escapou da ditadura norte-coreana, uma das mais sanguinárias do mundo.

Por que viver quando se pode reinar?

Chega um momento na vida em que tudo está igual mas ao mesmo tempo diferente, e de repente o único adjetivo que lhe cabe é “desajustado”. Nada mais lhe cabe, desde roupas até certas atitudes, e você não cabe em mais nenhum lugar. É chegado o tempo de ser livre, de encontrar o seu próprio lugar no mundo. “Os Reis do Verão” é justamente sobre isso: aquela nublada fase da adolescência em que somente as boas e verdadeiras amizades sobrevivem.