Mês: julho 2016

Poema Bandido

Vou contar algo que pode ser meio chocante para vocês: a década de 70 não foi muito legal no Brasil. Ta, eu nem sonhava em existir durante essa época, mas felizmente prestei atenção nas aulas de História e li algumas coisas pra saber que a ditadura não era um mar de rosas. Mas o mais interessante é o efeito que a repressão causa em uma sociedade: os artistas precisam refinar suas obras para driblar a censura, além de tornar sua arte mais visceral para bater de frente com o pensamento conservador e retrógrado. Ser artista, estar na margem da sociedade, vira um ato de resistência. “Ficou moderno o Brasil ficou moderno o milagre: a água já não vira vinho, vira direto vinagre.” (CACASO; trecho de “Jogos Florais”; página 71) Anúncios

As muitas Evas de Martha Mendonça

Sou uma apaixonada por crônicas e contos. Luis Fernando Veríssimo me ensinou a amar as histórias curtas que exalam vida quando eu tinha 15 anos e ganhei um exemplar de “As Comédias da Vida Privada”.  Lembro claramente da empolgação com as histórias – engraçadas e comoventes – ao mesmo tempo em que a já aspirante à jornalista ficava impressionada com a capacidade de falar tanto em tão poucas palavras. Como aqueles personagens, que às vezes nem tinham nome, pareciam tão reais, tão palpáveis? Martha Mendonça, jornalista, uma das cabeças por trás do site Sensacionalista, do novo Zorra (TV Globo) e autora de outros três livros pela Editora Record, mostra em seu “Filhas de Eva” tudo aquilo que vi em Veríssimo. Um domínio impressionante da linguagem, humor afiado, mas também um enorme coração em cada personagem que passa pelas páginas. Cada conto tem um adjetivo para a mulher que será personagem principal. Elas, no entanto, são mais do que apenas estereótipos que costumamos ver/ler ao se falar de mulher.

História comovente sobre “você sabe o quê”

Oi pessoal, tudo bem? Pela primeira vez estou aparecendo aqui no Literasutra. Sou a Raquel, dona do Por Uma Boa Leitura, que anda pra lá de abandonado, mas vida que segue. Que as capas da Darkside são lindas, isso a gente já sabe, certo? Mas a de “O Último Adeus”, em especial, me chamou a atenção e pedi à Mona para ler. Hoje vocês conferem o que eu achei da leitura. 😀

Pra deixar o coração quentinho e velejar na imaginação

“Em Algum Lugar nas Estrelas” repousam todos os nossos sonhos. Para alcançá-los basta acreditar, além de ter certa habilidade para ligar os pontos, mas Jack não consegue fazer isso. Ao contrário do que se espera de um menino de 13 anos, ele está desiludido com a vida e não enxerga muito além dos nomes e posições das constelações. Mas não há nada que uma amizade verdadeira (e uma baita aventura) não possam consertar… “Há mais estrelas por aí do que as que já tem nome. E todas são lindas” Não importa de qual lado você faz parte, em uma guerra todos saem sempre perdedores. Alguns mais, outros menos, mas ambos com perdas significativas de pessoas queridas — e existem inúmeras formas de perder alguém. A mais conhecida é a morte, mas um pai, depois de 4 anos na guerra, pode não ser exatamente o mesmo quando volta. É o que acontece com Jack. Em 1945, apesar do retorno do pai, ele se vê duplamente órfão quando enviado para o internato Morton Hill.

“Bowie”: Uma biografia que não faz jus

Há seis meses acordei de ressaca, às 6 e pouco da manhã, com uma mensagem de Whatsapp de um amigo que dizia que Bowie estava morto. Minha reação inicial foi abaixar o celular e tentar dormir mais, “talvez ele esteja sendo metafórico, não deve ter gostado do disco novo”, vai saber. Alguns segundos depois, meu coração disparou, joguei no Google e vi a notícia. O dia foi muito pesado, lembro de cada momento e de cada nuance, tudo tão carregado de emoção. A comoção dos amigos, amigos de amigos e nos vídeos que circulavam de todos os cantos do mundo na internet foi algo sem precedentes. “Foi como perder um Beatle”, alguém disse. Não. Foi como perder Bowie. Quando recebi a biografia escrita por Wendy Leigh, mergulhei com entusiasmo. No entanto, conforme percorria as quase 300 páginas, percebi algumas constantes no texto que foram (por total falta de melhor expressão) completamente broxantes.

Flip 2016: a minha primeira vez

A FLIP é um festival literário que todos os anos enche as ruas de Paraty, no Rio de Janeiro, de livros e pessoas dos livros. Esta foi a minha primeira vez na Flip e já estou contando os dias para o próximo ano! ❤ Confira o vlog abaixo, com participação especial do Daniel Faleiro, do Figueira de Livros, e a Cristiane Gomes, do Pedras em Bolsos. Ah, e da minha mãe, é claro! 🙂 Inscreva-se no Canal Literasutra clicando aqui e assista a mais vídeos como esse! ❤