Mês: setembro 2016

Setembro Amarelo: O Último Adeus, de Cynthia Hand

“O Último Adeus” é um romance young adult da autora Cynthia Hand. O livro aborda o suicídio e a depressão de forma leve, com uma linguagem acessível para o público mais jovem — além de uma história muito boa! É a minha indicação de leitura para o setembro amarelo. Compre o seu clicando AQUI e ajude o Literasutra a crescer! ❤

Para a Flávia

Li “Cravos” de uma vez. Abri o livro, não li nada a respeito, nem a orelha, fui direto pro texto. Fui capturada, mas sem arroubo. Foi algo como o espontâneo e suave rodopio de Cyd Charisse que inicia o pas-de-deux com Fred Astaire, em The Bang Wagon. O texto é verdadeiramente uma dança, mesmo quando não faz referência a bailarinos e coreógrafos, aos nomes técnicos de passos, ao linóleo (referências estas que, pra mim, têm um sabor especial). Ler “Cravos” é como ver um palco cujo holofote acende e apaga em recantos alternados, ora com um solo, ora com uma composição de dois ou mais corpos.

Pintor da vida alheia

Momentos ociosos servem para muitas coisas, principalmente para imaginar. Por exemplo: Durante uma viagem de ônibus, com a testa colada à janela, é muito comum que um passageiro se imagine levando a vida das pessoas que passam velozes do lado de fora. A verdade é que estamos constantemente tentando experimentar outras vidas (seja por meio das artes ou de uma compulsão desenfreada pelas redes sociais), independente destas possuírem a personagens reais ou fictícios. Sob esta ótica, “O Pintor de Memórias”, romance de estreia de Gwendolyn Womack, é um deleite para quem já se imaginou na pele de outra pessoa.

O ar que ele respira

Em “O ar que ele respira”, novo romance de Brittany C. Cherry, foi a vez de um casal adulto ter uma história tão intensa quanto às destinadas aos jovens adultos, protagonistas usuais dos livros de sucesso com o mesmo pano de fundo. O livro apresenta Elizabeth e Tristan, duas pessoas que lidam da maneira que podem com a maior dor de suas vidas. Elizabeth perdeu o marido e agora precisa ser forte por sua filha; Tristan, por outro lado, perdeu tanto a esposa quanto o filho. Enquanto Lizzie tem por quem ser forte e perseverante, Tristan não vê porquê seguir em frente com a vida e deixa de prestar atenção nas coisas que antes poderiam importar: sua reputação, sua aparência, seu estilo de vida.