Filme, Livro, Resenhas
Deixe um comentário

Overdose de Alien: “Covenant” + “Rio de Sofrimento”

Uma semana e tanto para os amantes da maior criatura parasita de humanos que a gente respeita: a estreia do filme “Alien: Covenant” coincidiu, obviamente não por acaso, com o lançamento do livro “Alien – Rio de Sofrimento”. E nesse texto você confere um combo com a crítica de ambos, com direito a pipoca e guaraná — mas os dois últimos ficam por sua conta, combinado?

Clique aqui e confira os livros de Alien em promoção!

Alien – Rio de Sofrimento

É  o terceiro e último livro da expansão oficial do universo. O primeiro foi “Alien – Surgido das Sombras”, escrito por Tim Lebbon, o segundo foi “Alien – Mar de Angústia”, de James Moore, e este último ficou por conta de Christopher Golden. Ao contrário dos dois primeiros livros, situados no planeta-colônia New Galveston, “Rio de Sofrimento” se passa em Aqueronte, o mesmo planeta onde Ellen Ripley e a equipe da Nostromo encontraram o xenomorfo original. Durante o processo de terraformação do planeta, uma das expedições descobre a espaçonave alienígena que, no passado, atraiu Ripley para lá. E é exatamente esse o primeiro problema dessa história: tudo isso demora mais de 100 páginas para acontecer, o equivalente à metade do livro.

Christopher Golden falhou gravemente na tarefa de recriar o clima de tensão marcante nas histórias da franquia. E o que resta num livro de Alien quando se retira dele o suspense e o medo do desconhecido? “Rio de Sofrimento” é um livro que é metade drama humano ruim, com direito a triângulo amoroso, enquanto a outra metade fica por conta de uma chacina que não convence nem à base de muito esforço. A escrita é pobre, os diálogos são supérfluos e alguns capítulos inteiros poderiam ser facilmente cortados. E para piorar, a criação dos personagens é completamente deficiente: a icônica Ellen Ripley é jogada na narrativa sem nenhum propósito, e assim como ela tantos outros personagens vem e vão sem que a gente entenda o motivo do autor tê-los colocado ali. Tudo isto, aliado a uma construção deficiente de personagens, Tudo isso nos traz a impressão de que o livro poderia simplesmente não existir.

Alien: Covenant


O filme não desaponta. Dirigido por Ridley Scott, trata-se da sequência de “Prometheus” (2012), que começou a explorar as origens do que hoje conhecemos como Alien. Covenant é o nome da nave colonizadora que viaja pela galáxia rumo a um novo planeta, uma alternativa para a Terra. Após um problema técnico na nave, os tripulantes são acordados de suas cápsulas de hibernação pelo androide Walter (Michael Fassbender). Durante a missão de reparação da nave, descobrem uma mensagem enviada de um planeta remoto — e até então desconhecido — e decidem mudar a rota para o local em questão. Acho que não preciso dizer que esta decisão do capitão foi uma péssima ideia, preciso?

“Alien: Covenant” é uma ótima sequência dos eventos de Prometheus, acertando em cheio nas referências ao filme anterior e propondo as devidas explicações para a origem do Alien, mas sem ser didático. O filme não subestima o público e dá margem para as mais variadas conjecturas, garantindo diversão adicional mesmo após o fim. Outra coisa que me agradou muito foi a questão do poder da criação, apresentada logo na primeira cena e trabalhada de forma muito inteligente ao longo da narrativa. E o principal: todo o clima de tensão é latente, de forma que é impossível relaxar. Afinal, a qualquer momento pode pular um facehugger de debaixo da cadeira do cinema… Ou quem sabe essa respiração mais ruidosa ali atrás não tenha sido um xenomorfo à espreita?

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s