Livro, Resenhas
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Admirável Munto Moderno – “Wild Cards”, de George R.R. Martin

Já pensou se a mente por trás de Game Of Thrones fosse encarregada de criar o Universo Marvel? Então, Wildcards é (quase) isso. A capa, com certeza, ostenta bem grande o nome “George R. R. Martin”, mas se você olhar as letras miúdas, vai ver que o livro foi editado por ele. O que isso quer dizer? E, afinal, é ou não é um livro do George Martin?

Bem, sim e não. Esse livro começou como um RPG que George mestrava para os seus amigos. Eles são os autores dos diversos contos que formam o livro. Ironicamente, o conto escrito pelo George Martin foi o que eu menos gostei. Embora seja uma história muito importante para o macro cosmo do livro, ela estanca com excessos de descrição e “beats” clichês. A que eu mais gostei foi a devidamente intitulada “Powers”, que mostra como uma pessoa pacata tem que lidar com um poder “overpower”. A qualidade dos contos definidamente não é uniforme, mas tem algo lá para todo mundo. Tom Wolfe aparece para fazer um interlúdio, então, isso quer dizer alguma coisa.

No dia 15 de setembro de 1946, data que pode se tornar feriado por causa desse livro, um gangster supervilão despejou um gás desenvolvido por uma civilização alienígena em Manhattan. Muitas pessoas morreram nesse evento, muitas outras ficaram deformadas, e essas foram chamadas de “curingas”. Algumas poucas que sobreviveram e não foram deformadas ganharam superhabilidades, e essas foram chamadas de “ás”. Por isso o termo “wildcards”, porque você não saber o que vai receber.

O primeiro livro parece uma mistura de Watchmen com X-men: ele narra os eventos do século XXI com a presença de mutantes. Embora os “ás” tomem o centro do palco, os “curingas” acabam também têm uma função importante. Eles acabam sendo usados como forma de falar sobre preconceito, direitos humanos, e contracultura. Os eventos do primeiro livro se passam desde o pós Segunda Guerra até o início dos anos 80. Então, espere muita Guerra Fria e movimento hippie.

Embora seja um livro de contos do mesmo universo, alguns personagens importantes vão aparecer em várias histórias. Alguns exemplos são: Croyd, o curinga dorminhoco que sempre acorda com uma forma diferente; o alienígena/príncipe/doutor/mulherengo Dr. Tachyon; e o “Ás Judas”. Só pelo nome deles você consegue ter uma ideia de como é inusitada a história desse livro. Outros personagens a gente só pode torcer para que apareçam nos próximos livros, tal como o vilão Titereiro. Acredite, o primeiro parágrafo de sua história vai lhe causar repulsa o suficiente.

“Wildcards Vol.1: O Começo de Tudo” é um bom começo para uma saga que parece que vai ser bem maneira. Dito isso, eu senti falta de uma história maior e mais coesa em vez de somente contos que carregam a macro história de pouco em pouco. Por enquanto, o que o primeiro livro realmente fez foi mostrar o potencial da saga, considerem-me convencido.

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