Livro, Resenhas
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Quando Neil Gaiman e Terry Pratchett se unem, o resultado é um livro que você precisa ler

Se um CD passar muito tempo dentro de um carro, ele invariavelmente se tornará um CD do Queen. (pegar trecho do livro)

Quando Neil Gaiman e Terry Pratchett decidem criar juntos uma história, surge algo como “Belas Maldições”. Publicado no início dos Anos 90 nos Estados Unidos sob o título “Good Omen”, este é um dos primeiros romances de Neil Gaiman, escrito em parceria com Terry Pratchett, antes que os dois se tornassem o que são hoje. E mesmo que a escrita de ambos já tenha amadurecido bastante desde então, a qualidade literária da obra continua sendo inegável, fazendo do livro uma ótima porta de entrada para quem deseja conhecer os dois autores de uma vez só. Pois se tem um feat que você deve respeitar incondicionalmente, esse feat é certamente Neil + Terry.

Vindos para a Terra com o único propósito de serem inimigos, Aziraphale e Crowley já estão há tempo demais aqui “embaixo” para manter as rivalidades assim tão acirradas. Respectivamente anjo e serpente, eles continuam vivendo entre nós, com aparência atualizada para os dias atuais e atenção moderada sobre maior tarefa que lhes resta: acompanhar o crescimento do Anticristo para que, numa escala de maldade, ele não atinja o topo nem a base. Em outras palavras, para que o menino não altere o equilíbrio das coisas a ponto de causar o fim do mundo — no qual Aziraphale e Crowley não têm nenhum interesse, já que isto significaria o fim das regalias que anjo e demônio, hoje em perfeita harmonia, encontraram na Terra.

No entanto, um problema logo aparece: onze anos após o nascimento do Anticristo, os dois descobrem que durante todo esse tempo monitoraram a criança errada. E agora eles precisam correr contra o tempo, contrariando suas personalidades preguiçosas, para evitar o fim do mundo. Enquanto isso, o último exemplar do livro de profecias de Agnes Nutter, bruxa que previu muitas coisas, inclusive o Apocalipse, precisa ser decifrado (coisa que ninguém antes conseguiu fazer) antes que o mundo termine em colapso.

“Belas Maldições” é um livro muito divertido, repleto de nuances críticas e irônicas sem no entanto ser ofensivo. Os autores desenvolvem a narrativa com o bom humor típico de ambos, construindo cenas e personagens inesquecíveis.

Este post foi publicado em: Livro, Resenhas

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Espécime da safra de 89. Recentemente descobriu que não consegue escolher uma coisa só, então alterna a vida profissional entre as funções de jornalista e fotógrafa. Criou o projeto fotográfico "Uma Pessoa Por Dia", onde consegue mesclar as duas coisas.

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