Mês: fevereiro 2018

“A Montanha Mágica” – Magnum Opus da enfermidade

Em 1912 Thomas Mann, escritor filho de mãe brasileira e pai alemão, visitou sua esposa em Davos, na Suíça, que estava internada num sanatório para tratar a sua tuberculose. A partir dessa curta visita foi plantada a semente de um dos maiores monumentos literários do séc. XX: “Der Zauberberg” ou, em belo português, “A Montanha Mágica”. Centrada na mesma cidade, a história é considerada por muitos críticos literários como um bildungsroman (do alemão “romance de formação”, obra literária que foca nos anos de educação e formação do protagonista), já outros consideram-na uma paródia do gênero. A obra em si desafia qualquer definição que lhe é atribuída, tanto pela magnitude de assuntos abarcados (vida e morte, tempo, doença, amor, arte e política), quanto pela linguagem carregada de referências clássicas e ironia. O sanatório, localizado na Suíça, é utilizado como lente para examinar o microcosmos do zeitgeist europeu. Anúncios

Minotauro: O mito grego atualizado + SORTEIO

A primeira vez em que falei sobre “Minotauro” aqui no Literasutra foi em 2015, em uma resenha muito impressionada. Hoje, 3 anos depois, a sensação se mantém. Eu reli o romance do israelense Benjamin Tammuz e dessa vez fiz uma análise em vídeo. Assista abaixo: Clique aqui e participe do sorteio que premiará com um exemplar da nova edição de “Minotauro” e um kit de marcadores! “Minotauro” Autor: Benjamin Tammuz Editora: Rádio Londres Páginas: 189 Compre o livro AQUI e ajude o Literasutra a crescer! ❤

Wild Cards #2 (Ases nas Alturas), George R. R. Martin

Enfim, as fichas de personagens foram preenchidas e agora só falta mestrar! Estou falando de Wild Cards, o universo de super-heróis/ficção científica originado de um RPG mestrado por George Martin. Em seu segundo livro, “Ases nas Alturas”, a série mostra que já fez as honras e não pretende perder tempo com formalidades. Em outras palavras, este livro é completamente diferente do primeiro.

Elas por Elas – “O Conto da Aia”, de Margaret Atwood

Um belo dia, a Monalisa me repreendeu na Livraria da Travessa por não conhecer “O Conto da Aia”. Olhei o livro e achei a capa feia. Um ano e uma série aclamada pela crítica depois, achei melhor ler o livro, e o que encontrei foi uma narrativa poderosa o suficiente para fazer homens sentirem o peso do machismo. Veja a resenha da Monalisa no vídeo abaixo:

O Céu e o Inferno dos Blogs Literários – SoSeLit #1

As ondas vem, as ondas vão. A prova morta-viva disso é a pochete. Meus pais tiveram uma. Passei a infância testemunhando a deterioração daquela bolsinha preta de couro onde meu pai guardava dinheiro e depois eu passei a guardar algumas moedas que encontrava atrás do sofá. Mas quem diria, elas voltaram com força para a moda do verão. A pochete preta de couro ganhou primas distantes, feitas de todos os formatos, cores e níveis brilho. Mas esse texto não é sobre elas. É sobre os blogs literários que, se fossem pochetes, estariam na fase de deterioração, aguardando pacientemente o seu novo tempo de glória. Houve uma época em que blogs eram a grande hype, e talvez alguns poucos ainda tenham sua parcela de público fiel. Mas a forma de consumir conteúdo mudou, em grande parte graças às redes sociais. A oferta do que ler e assistir é gigantesca, as timelines são um vórtice fragmentado de atenção, e os blogs… bem, os blogs não vão nada bem, obrigado. Especificamente no caso dos que falam sobre livros, …