Autor: Monalisa Marques

3 MIL INSCRITOS – respondendo perguntas e presenteando com livros

Para comemorar o marco de 3 mil inscritos no Canal Literasutra, fiz um vídeo respondendo as perguntas que vocês fizeram no instagram, e mais uma surpresa: presenteei as 5 pessoas mais participativas com livros, como forma de agradecimento! Se você é um dos presenteados, envie o seu endereço completo (com cep) para o email blog.literasutra@gmail.com. 🙂 MUITO OBRIGADA A TODOS!

Overdose de Alien: “Covenant” + “Rio de Sofrimento”

Uma semana e tanto para os amantes da maior criatura parasita de humanos que a gente respeita: a estreia do filme “Alien: Covenant” coincidiu, obviamente não por acaso, com o lançamento do livro “Alien – Rio de Sofrimento”. E nesse texto você confere um combo com a crítica de ambos, com direito a pipoca e guaraná — mas os dois últimos ficam por sua conta, combinado? Clique aqui e confira os livros de Alien em promoção! Alien – Rio de Sofrimento É  o terceiro e último livro da expansão oficial do universo. O primeiro foi “Alien – Surgido das Sombras”, escrito por Tim Lebbon, o segundo foi “Alien – Mar de Angústia”, de James Moore, e este último ficou por conta de Christopher Golden. Ao contrário dos dois primeiros livros, situados no planeta-colônia New Galveston, “Rio de Sofrimento” se passa em Aqueronte, o mesmo planeta onde Ellen Ripley e a equipe da Nostromo encontraram o xenomorfo original. Durante o processo de terraformação do planeta, uma das expedições descobre a espaçonave alienígena que, no passado, atraiu Ripley para lá. E é exatamente esse …

“O casal que mora ao lado” não convence

“As pessoas são capazes de qualquer coisa”, diz a capa do thriller policial da escritora canadense Shari Lapena. De fato, esta frase diz muito sobre o livro em questão. Publicado recentemente no Brasil pela Editora Record, “O casal que mora ao lado” parte do sequestro de uma bebê para abordar questões como a ganância e o egoísmo. Mas o que começa de forma promissora acaba se perdendo em meio a personagens mal justificados e situações forçadas. Uma pena. Compre o seu clicando aqui e ajude o Literasutra a crescer!

Os prazeres que a dor me traz

Já faz muito tempo que não choro enquanto minha mãe passa merthiolate no meu joelho ralado. Primeiro porque eu não ralo o joelho há muito tempo; segundo porque, mesmo que ralasse, eu mesma faria o curativo e merthiolate não arde mais. Em outras palavras, já fazia muito tempo que eu não tinha um machucado que fica doendo por vários dias (cólicas menstruais não entram no pacote). Até que, depois de muita procrastinação, eu tomei a vacina contra a febre amarela. Era uma sala pequena de pouco espaço para muita gente. Três enfermeiras na triagem, três pessoas sentadas apreensivas na frente delas, dois adultos sem função definida mas que mesmo assim conversavam muito alto a respeito do jogo Flamengo e Vasco, duas mães e um pai com seus respectivos filhos que gritavam muito alto a respeito das seringas que dois enfermeiros preparavam. E eu. Eu estava tranquila, apesar de confusa com o barulho. Depois que as crianças saíram, e ainda bem que saíram, eu estendi o meu braço e fui vacinada. Resultado: é sempre bom saber que você já pode viajar sem medo de pegar febre …

O triângulo isósceles-amoroso de “The Kiss of Deception”

Na minha lista de “piores clichês do mundo literário”, o triângulo amoroso está em segundo lugar. Em primeiro está o romance forçado, aquele que gera beijos demorados no meio de uma perseguição zumbi, porque aparentemente os zumbis respeitam o amor. Mas o assunto desse texto são os triângulos amorosos. Especificamente o de “The Kiss of Deception”, primeiro volume  das Crônicas de Amor e Ódio. Escrita pela californiana Mary E. Pearson, a história ganhou reconhecimento da crítica especializada e dos leitores, e não sem merecer: mesmo partindo de um plot clichê, a autora desenvolveu a narrativa de uma forma que não somente surpreende o leitor, mas também passa mensagens muito necessárias.

Duas adaptações para Dois Irmãos: Entrevista com Milton Hatoum

Yaqub e Omar, gêmeos protagonistas de uma vida de rivalidades: eis o plot de “Dois Irmãos”. Vencedor de um prêmio Jabuti e pai de duas adaptações, o romance de Milton Hatoum foi lançado há 17 anos e hoje é considerado um clássico da literatura brasileira. Em entrevista exclusiva ao Literasutra, o autor comentou sobre a minissérie dirigida por Luiz Fernando Carvalho e exibida recentemente na TV Globo: “Para mim ela foi um filme de arte na tevê, um filme longuíssimo, esteticamente ousado, com uma forte dimensão dramática e histórica”. Esta não foi a primeira vez que o livro inspirou outras obras. Em 2015, assinado por Fabio Moon e Gabriel Bá, “Dois Irmãos” gerou uma HQ ganhadora de 2 prêmios na categoria  de “melhor adaptação de outros meios”; mesmo assim, Hatoum corrige: “O mais correto seria chamar estas adaptações de ‘reinvenções em outras linguagens’. Eles desenvolveram um estilo, uma forma de narrar muito pessoal. Buscaram isso em obras muito sofisticadas. Por exemplo, o livro em quadrinhos Daytripper (de Fabio Moon e Gabriel Bá) e o filme Lavoura Arcaica (de Luiz Fernando Carvalho) são exemplos notáveis”. “O mais …

Eu não sou uma fracassada, eu tenho ansiedade

Eu tenho ansiedade, e ser ansiosa é diferente de ter ansiedade. “Ser ansiosa” serve para quando você quer impressionar numa entrevista de emprego e dizer que é dinâmica e faz as coisas bem rápido. Mas “ter ansiedade” é uma coisa completamente diferente. Por exemplo, eu tenho ansiedade mas não sou ansiosa. Contraditório? Pra caramba. Eu preferia que fosse o contrário. Ansiedade é uma doença. “Isso é transtorno de ansiedade”, o médico vai dizer pra você. E a partir daí você vai ter um nome para todos os seus momentos de insônia, falta de ar, apertos no peito, enjôo intenso (ou fome interminável). E vai descobrir que o cardiologista não tem nada a ver com esse seu coração que, de repente, acha que precisa bater os batuques de toda uma vida em um único segundo. “Você, sendo você, é a melhor pessoa para se enganar e também a melhor para cair na sua própria enganação como um patinho.” Se você for como eu (e eu recomendo que nesse caso você seja), você vai procurar um psicólogo. E vai …

A mesma pessoa

A mesma pessoa que te ajuda e te faz um bem enorme é a mesma que pode, em poucos segundos (talvez uma conversa de duas horas ao telefone), trazer todos os seus problemas de volta. Há alguns dias eu vi um quadrinho em que um personagem dizia “É preciso acreditar na palavra das pessoas”, e o outro respondia: “Eu prefiro acreditar nas atitudes”. Queria ter aprendido isso antes. *Foto: Esra Roise

A evolução de um pseudônimo – Entrevista com Lemony Snicket (e Daniel Handler)

Algumas pessoas nascem de um encontro amoroso — às vezes nem tão amoroso assim. Outras nascem de um susto, como, por exemplo, quando não podemos revelar a própria identidade e então um outro ser nos cresce na testa como que por brotamento e passa a nos seguir assim como a sombra faz com Peter Pan. Lemony Snicket, infelizmente, nasceu da segunda forma. Após toda uma vida subindo e descendo as ladeiras de San Francisco, Califórnia, Daniel Handler precisou esconder seu nome verdadeiro de um espécime da vida adulta: “E foi como uma desculpa, ou quem sabe uma anedota. Lemond Snicket simplesmente escapuliu pela minha boca”, ele conta. “Eu gostaria de pedir desculpas a vocês por todo o trauma emocional que a série possivelmente vai causar”. (SNICKET, Lemony) Se você, assim como eu, é uma daquelas pessoas comuns que participam de fóruns de artistas pelo simples prazer de se imaginar pintando uma tela, escrevendo um romance ou pulando sobre sua plateia após um show de rock, você já deve saber que uma das manias mais românticas (e irritantes) dos artistas é dizer que suas criações têm …