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Eu canto

Quanto estou feliz, eu canto O que geralmente faço no meu canto O mais particular possível, sabe Nem chuveiro, nem aula de canto Só no canto da minha mente Aí um dia ele veio, fiquei feliz, saí do canto Cantei feito passarinho Cantamos juntos, um dueto bem bonito E ele desafinou, o meu canto o irritou Minha felicidade ao lado dele não fazia mais sentido Mas quando estou feliz, eu canto Hoje cantei, sabe Um dueto diferente

“Feminista” não é ofensa, é elogio

O que eu queria dizer talvez não pudesse ser dito. Eu queria dizer — e no final das contas disse — que ela é feminista. Comecei a escrever uma resenha sobre o livro “Em Águas Sombrias”, da Paula Hawkins, e demorei muito mais que o aceitável para colocar em palavras o que eu queria dizer. Foram quase 10 minutos reescrevendo a mesma frase até que eu percebesse o que estava fazendo, então o que a princípio seria apenas uma resenha acabou virando o que você está lendo agora: um metatexto sobre a minha experiência de escrever uma resenha sobre esse livro. Tudo isso para te dizer que toda aquela hesitação de 10 minutos foi porque o que eu queria dizer talvez não pudesse ser dito. Eu queria dizer — e no final das contas disse — que ela é feminista.

3 MIL INSCRITOS – respondendo perguntas e presenteando com livros

Para comemorar o marco de 3 mil inscritos no Canal Literasutra, fiz um vídeo respondendo as perguntas que vocês fizeram no instagram, e mais uma surpresa: presenteei as 5 pessoas mais participativas com livros, como forma de agradecimento! Se você é um dos presenteados, envie o seu endereço completo (com cep) para o email blog.literasutra@gmail.com. 🙂 MUITO OBRIGADA A TODOS!

Os prazeres que a dor me traz

Já faz muito tempo que não choro enquanto minha mãe passa merthiolate no meu joelho ralado. Primeiro porque eu não ralo o joelho há muito tempo; segundo porque, mesmo que ralasse, eu mesma faria o curativo e merthiolate não arde mais. Em outras palavras, já fazia muito tempo que eu não tinha um machucado que fica doendo por vários dias (cólicas menstruais não entram no pacote). Até que, depois de muita procrastinação, eu tomei a vacina contra a febre amarela. Era uma sala pequena de pouco espaço para muita gente. Três enfermeiras na triagem, três pessoas sentadas apreensivas na frente delas, dois adultos sem função definida mas que mesmo assim conversavam muito alto a respeito do jogo Flamengo e Vasco, duas mães e um pai com seus respectivos filhos que gritavam muito alto a respeito das seringas que dois enfermeiros preparavam. E eu. Eu estava tranquila, apesar de confusa com o barulho. Depois que as crianças saíram, e ainda bem que saíram, eu estendi o meu braço e fui vacinada. Resultado: é sempre bom saber que você já pode viajar sem medo de pegar febre …

Eu não sou uma fracassada, eu tenho ansiedade

Eu tenho ansiedade, e ser ansiosa é diferente de ter ansiedade. “Ser ansiosa” serve para quando você quer impressionar numa entrevista de emprego e dizer que é dinâmica e faz as coisas bem rápido. Mas “ter ansiedade” é uma coisa completamente diferente. Por exemplo, eu tenho ansiedade mas não sou ansiosa. Contraditório? Pra caramba. Eu preferia que fosse o contrário. Ansiedade é uma doença. “Isso é transtorno de ansiedade”, o médico vai dizer pra você. E a partir daí você vai ter um nome para todos os seus momentos de insônia, falta de ar, apertos no peito, enjôo intenso (ou fome interminável). E vai descobrir que o cardiologista não tem nada a ver com esse seu coração que, de repente, acha que precisa bater os batuques de toda uma vida em um único segundo. “Você, sendo você, é a melhor pessoa para se enganar e também a melhor para cair na sua própria enganação como um patinho.” Se você for como eu (e eu recomendo que nesse caso você seja), você vai procurar um psicólogo. E vai …

A mesma pessoa

A mesma pessoa que te ajuda e te faz um bem enorme é a mesma que pode, em poucos segundos (talvez uma conversa de duas horas ao telefone), trazer todos os seus problemas de volta. Há alguns dias eu vi um quadrinho em que um personagem dizia “É preciso acreditar na palavra das pessoas”, e o outro respondia: “Eu prefiro acreditar nas atitudes”. Queria ter aprendido isso antes. *Foto: Esra Roise

Setembro Amarelo: O Último Adeus, de Cynthia Hand

“O Último Adeus” é um romance young adult da autora Cynthia Hand. O livro aborda o suicídio e a depressão de forma leve, com uma linguagem acessível para o público mais jovem — além de uma história muito boa! É a minha indicação de leitura para o setembro amarelo. Compre o seu clicando AQUI e ajude o Literasutra a crescer! ❤