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Pra deixar o coração quentinho e velejar na imaginação

“Em Algum Lugar nas Estrelas” repousam todos os nossos sonhos. Para alcançá-los basta acreditar, além de ter certa habilidade para ligar os pontos, mas Jack não consegue fazer isso. Ao contrário do que se espera de um menino de 13 anos, ele está desiludido com a vida e não enxerga muito além dos nomes e posições das constelações. Mas não há nada que uma amizade verdadeira (e uma baita aventura) não possam consertar… “Há mais estrelas por aí do que as que já tem nome. E todas são lindas” Não importa de qual lado você faz parte, em uma guerra todos saem sempre perdedores. Alguns mais, outros menos, mas ambos com perdas significativas de pessoas queridas — e existem inúmeras formas de perder alguém. A mais conhecida é a morte, mas um pai, depois de 4 anos na guerra, pode não ser exatamente o mesmo quando volta. É o que acontece com Jack. Em 1945, apesar do retorno do pai, ele se vê duplamente órfão quando enviado para o internato Morton Hill. Anúncios

O livro que você precisa ler

Algumas coisas são decisivas para identificar se um livro é realmente bom; aquela linha fina que separa algo satisfatório de uma obra relevante, com força suficiente para chacoalhar e causar uma imersão incondicional na história que nos é narrada. “Distância de Resgate”, romance de estreia da argentina Samanta Schweblin, felizmente pertence à segunda categoria e já tem lugar confirmado na minha lista de preferidos. Compre pelo melhor preço clicando aqui!

Laranjas mecânicas não dão suco

A garrafa de leite, a maquiagem marcante, o vocabulário esquisito. É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar em “Laranja Mecânica”, mesmo que superficialmente. Publicado pela primeira vez em 1962 pelo britânico Anthony Burgess e adaptado para o cinema em 1971 pelas lentes de Stanley Kubrick, tanto livro quanto filme são clássicos. Mas não se intimide por isso! A história é sensacional e você merece conhecê-la. “Mas eu não conseguia deixar de me sentir um pouquinho decepcionado com as coisas do jeito que eram naquela época. Nada contra o que lutar de verdade. Tudo era fácil como tirar doce de criança. Mas a noite ainda era mesmo uma criança.” (Pág. 55)

Biografia da Esfinge

“No fim a  pessoa fica ‘culta’. Mas não é o meu gênero. A ignorância nunca me fez mal” (Clarice Lispector) “Clarice,” é o nome. Assim mesmo, com vírgula no lugar do ponto, conduz ao único movimento seguinte possível: a leitura de página após página após página após página, até que se atinja a contracapa. Então o livro fecha, e você sente que deixou algo de si lá dentro em algum lugar – foi devorado pela esfinge.